Corrigindo os cálculos da revista Veja

Com a obra da ciclovia da Avenida Paulista, as vias para bicicletas paulistanas que já vinham suscitando discussões ganharam ainda mais destaque, e com isso mais mídia.

Em sua edição desta semana, a revista Veja entrou nesta discussão, porém de maneira atrapalhada juntando estruturas com custos diferentes e fazendo uma comparação descabida. A revista somou ao valor que a prefeitura falou que iria gastar com ciclofaixas, ou ciclovias não segregadas, o valor gasto com ciclovias, e comparou esse valor com o de ciclofaixas pelo Brasil e pelo mundo, resultando numa análise desproporcional.

Antes que diga que se quer partidarizar a discussão, estamos aqui defendendo a infraestrutura cicloviária seja em que governo for. A crítica da revista focou na infraestrutura municipal e não citou a estadual, e estamos respondendo a esta crítica.  Há exemplos fora da inciativa municipal que mostram que os valores que a revista comparou não são comparáveis: a ciclovia da Marginal Pinheiros que custou R$720 mil o quilometro foi obra estadual, e a ciclo-passarela do Parque de Povo, de 180 metros, custou R$5,7 milhões e foi uma obra da inciativa privada, e como irá se mostrar adiante estes valores não são desproporcionais, são infraestruturas diferentes com necessidades diferentes. Este texto pretende explicar essa diferença.

PS:  O trabalho do Tribunal de Contas do Município deve ser feito e nada tem a ver com as contas embaralhadas que a Veja fez, inclusive a Ciclovia da Faria Lima é analisada pelo órgão desde a década de 1990.

Vamos separar os números:

A própria revista fala que até hoje foram construídos 156km com R$39 milhões, o que resulta num valor  de R$250 mil por quilometro de ciclofaixa, com uma margem de erro considerável perante os R$200 mil, mas que poderá ser diluída até acabar o projeto. Estas são as ciclovias não segregadas ou ciclofaixas.

Após isso, a revista soma os valores gestos com ciclovias segregadas escolhidas aleatoriamente – Paulista e Faria Lima, esquecendo outras como as da Marginal, do Monotrilho, ou dos corredores – que terão 41 quilômetros e não 21 como foi dito, somando os R$ 77 milhões.

Mas por que tanta diferença?

Começando pelo mais simples, o próprio órgão federal de estradas dos EUA estima (neste manual) que uma ciclofaixa simples custaria entre R$340 mil e R$950 mil, e uma ciclovia segregada entre R$1 e R$9 milhões por quilometro, deixando claro a enorme variação ocorre entre os dois tipos de obras de implantação desta infraestrutura.

As diferenças entre as obras de implantação de vias segregadas e não segregadas são enormes. As ciclovias não segregadas são mais simples, necessitando de infraestruturas que variam entre sinalização vertical, horizontal, pintura e semáforos, e outras pequenas intervenções.

Já as ciclovias segregadas necessitam de muito mais mão de obra. Para se restringir aos nossos exemplos: a ciclovia da Paulista com 2km de extensão custou cerca de R$12 milhões por quilometro pois ela necessitará de reacomodação de grelhas do metrô, postes, floreiras, relógios de rua, remodelação de calçada, inclusão de guarda-corpo, enterramento de rede de fibra ótica, readequação das faixas do carro entre outras coisas.

Quanto aos exemplos internacionais, claramente a revista se focou apenas em exemplos de ciclofaixas, pois não é difícil se encontrar exemplos de ciclovias com valores coerentes com os citados pelo manual norte-americano: Sydney acabou de enviar R$12 milhões para finalizar uma ciclovia de 2km, Londres aprovou uma ciclovia fantástica de R$172 milhões e 9km, e Nova York planeja investir R$200 milhões para completar os últimos 2km de uma de suas mais trabalhosas ciclovias, estes valores certamente extrapolam os valores das médias citadas pela revista Veja.

Independente do valor gasto por quilometro em ciclovias ou ciclofaixas, a visão focada no gasto é míope, pois não mede a economia e os ganhos que a cidade tem com a saúde de seus moradores, diminuição do tráfego de veículos, poluição, queda no número de acidentes fatais, menos acidentes pela redução da velocidade dos carros, produtividade, entre outros. Além disso, a crítica aos gastos não olha para as diferenças de qualidade e necessidade que exite entre as ciclovias.

As cidades europeias e até as americanas já sentiram essa economia, e investem cada vez mais não apenas em ciclovias mas também em pedestres e outros modais não motorizados. Esperamos que a ideia se inflame também pelo nosso país, seja com ciclovias ou ciclofaixas, dependendo do que for o melhor adaptado para cada situação, e o que se adaptar melhor as possibilidades de cada prefeitura.

Para muito mais detalhes nas diferenças entre cada ciclovia, suas necessidades, estruturas e suas obras, sugerimos a leitura deste artigo da Vá de Bike: “Sobre a matéria da Veja São Paulo e o custo das ciclovias na cidade

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68 comentários em “Corrigindo os cálculos da revista Veja”

  1. Só para acalorar a discussão, quem sabe as ciclovias paulistanas são mais caras que em outros paises e outras capitais nacionais pelo fato de que os pedágios em SP são os mais caros do mundo, estando no patamar de paises com renda per capita 3 vezes maior que a do Brasil, os impostos em SP são mais altos, morar em SP é caro!! Porque devemos pensar que seria diferente com custos de ciclovias.

  2. Petista eé uma raça doente mesmo , nāo enxergam um palma a frente dos olhos . Estāo acabando com o pais . Essas ciclovias sāo o cumulo do absurdo e da robalheira petista . Haddad pior prefeito da história de SP.

    1. As ciclovias não são o cúmulo do absurdo, são uma necessidade urgente da cidade, SP está atrasada em relação a outras cidades. Além disso são resultados de pedido e pressão popular, além de regulamentação nacional.
      As ciclovias não são só petistas, não são só feitas pelo Haddad, e não houve roubalheira comprovada neste caso.
      A propósito, o país também não está acabando, mas esta é uma outra discussão.

    2. Cumulo do absurdo é esse seu comentário de merd@ e o excesso de carros na cidade e sem alternativa para quem quer se deslocar de bicicleta fugindo do transito e do transporte publico precário.

    3. O redator apresenta vários fatos, estudos e pesquisas para embasar seu argumento num texto muito bem escrito. Ai vem o junior e faz um comentário brilhante como esse sem nenhum embasamento. Acredito que ao invés de ficar na frente do computador, o sr. Junior deveria estudar mais sobre dissertação e argumentação antes de sair por ai falando qualquer besteira. Os leitores já devem entender o porque a cidade de SP é tão atrasada, nem argumentar alguns cidadãos sabem, mas insistem em atrapalhar todo o resto.

    4. sabe de nada inocente, vai estudar e conhecer os beneficios das ciclovias para as grandes cidades desenvolvidas do mundo, depois faz o comentário, cada povo tem o governo que merece, PT, PSDB e PMDB é tudo culpa de gente daaaa!!

  3. “As cidades europeias e até as americanas já sentiram essa economia, e investem cada vez mais não apenas em ciclovias mas também em pedestres e outros modais não motorizados.”

    Não é bem assim, investem mais sim, mas porque já há transporte público eficiente. As ciclovias não resolvem o problema de trasporte da massa, isso só com transporte público de qualidade.

    Em cidades com trânsito caótico não se pode dar ao luxo de criar ciclovias apenas para o pessoal poder pedalar em paz, as ciclovias precisam estar inseridas em um projeto sério de mobilidade urbana, com foco principalmente no transporte público. O sucesso da Holanda no uso das bicicletas se deve principalmente a integração com os transportes públicos, 40% dos usuários dos trens chegam nas estações de bicicleta, não fosse essa integração essas pessoas não sairiam de bicicleta de casa porque provavelmente não fariam o trajeto completo até o trabalho pedalando.

    Na Alemanha, nos centros das cidades, em média 10% dos trajetos são feitos de bicicleta, chegando ao máximo de 30% em alguns locais, ou seja, mesmo com condições excelentes para se pedalar, em média 90% dos trajetos não são feitos de bicicleta. Cidades como Paris e Londres, estão desestimulando drasticamente a entrada de carros, enquanto a bicicleta ganha cada vez mais espaço, mas vejam como é o transporte público dessas cidades.

    Sou ciclista, é claro que apoio o fato da bicicleta estar em foco e ganhando cada vez mais espaço, mas sem um planejamento sério as coisas podem se agravar muito e aumentar ainda mais os conflitos no trânsito.

    1. Sim Magnus, SP está indo no mesmo caminho. Todo o planejamento da CET e pautado em conexões com transporte coletivo, todos os terminais estão recebendo bicicletário e paraciclo. É claro que ciclovia não é toda a solução, ela é apenas parte da solução. A intermobilidade é fundamental.

    2. Mas tudo isso que você falou não é feito da noite pro dia, o próprio Haddad já implementou pouco mais de 350 km de faixas exclusivas de ônibus, além do fato da recém-inaugurada linha 15 prata (acredito que pelo governo de SP) já contar com uma ciclovia inteira em sua parte de baixo, acompanhando o percurso do monotrilho por quilômetros.
      Não adianta nada falar que a cidade tem trânsito caótico e que as ciclovias ficam inviáveis, se for pensar assim não daria pra fazer praticamente nenhuma obra grande de mobilidade por aqui. Toda a remodelação está sendo realizada de maneira lenta e gradual, e colheremos bons resultados no futuro, nada é da noite pro dia.

    3. Olá Magnus.

      Muito bom seu ponto de vista e abordagem com esses dados, porém discordo em algumas análises.

      O investimento realizado na capital não prevê solucionar ou amenizar os problemas do transporte público. Estamos diante de uma cidade que cresceu de forma desordenada, possui uma grande quantidade de habitantes e o trabalho está centralizado longe da casa dos empregados.

      Com mais pessoas utilizando bicicletas, há um pequeno impacto, mas irrelevante em um contexto geral, visto que a quantidade de carros e pessoas morando na cidade ainda está crescendo. Ruas, avenidas e transportes não irão comportar essa demanda suficientemente bem em um futuro breve.

      Londres e Paris enfrentam problemas de lotação com transporte público em horário de pico, Em dados de 2014, Londes possuía 8,5 milhões de habitantes, São Paulo possui 11,32 em dados oficiais em 2011 (5 anos atrás).

      Londres possui 408 km de malha metroviária, São Paulo possui 78 km (e mais 260 km com a CPTM, que parte da malha está em outros municípios). Ou seja, a infraestrutura de transporte em massa de São Paulo está extremamente defasada.

      Existem dezenas de agravantes que transformam o transporte da cidade em um tema caótico. O que quero dizer com isso é que a bicicleta não poderá ser totalmente integrada ao Metrô em horário de pico em um futuro tão breve, por isso a bicicleta é apenas um item integrante do trânsito.

      Se o objetivo for melhorias mais significativas para a locomoção, há de se considerar não apenas ampliação e priorização do transporte público. Há de se criar motivações para que empresas (escritórios, indústrias e afins) se instalem na periferia (por meio de incentivo fiscal, vantagens ou ideias semelhantes), dessa forma descentralizando a localização do trabalho. Atualmente há um cenário que a grande área de empregos está distribuída em determinadas áreas. Isso faz que no pico da manhã, todo mundo tenha como destino o mesmo local e no pico da tarde todo mundo fazendo o inverso, ao mesmo tempo.

      Paralelo a isso, soluções efetivas no transporte, claro. Enfim, creio que a bicicleta e a ciclovia não tenha o objetivo de melhorar o trânsito ou a locomoção. Isso jamais irá acontecer, visto que a demanda de carros, usuários e moradores apenas tem crescido nos últimos anos, quando qualquer meio de atender essa demanda não acompanha nem perto desse ritmo.

  4. Você cita em um dos comentários que 28% dos paulistanos andam de carro. Ok, e quantos vão trabalhar de bicicleta para merecerem todo esse investimento da prefeitura em ciclovias, ciclofaixas e o ario que for? Eu trabalho em local onde existe ciclofaixa e e não conheço UMA ÚNICA pessoa que tenha passado a ir trabalhar de bicicleta após as ciclofaixas do prefeito….sabe porque? Porque a grande maioria delas não se justificam em uma cidade com o relevo e o tamanho de São Paulo…ou seja, NUNCA vai melhorar o trânsito.

    1. Seu argumento está errado em tantos aspectos que fica até difícil começar. O relevo não tem nada a ver com a questão, SP com o relevo que tem, tinha ciclistas mesmo antes, sem ciclovias. Isso está ligado a outro ponto, mesmo que ainda sejam poucos ciclistas, as ciclovias dão segurança a eles, o governo economiza com saúde pública, além da saúde do sujeito melhorar também, e é claro que com as ciclovias o número de ciclistas também irá aumentar.
      Ademais, é uma pena que ninguém na sua rua vá trabalhar de bicicleta, na minha empresa o bicicletário vive lotado, e quem chega tarde, precisa parar nas vagas de carro…

  5. Rafael, o pessoal contrário a revista esta se galgando nas estimativas de gasto em um pequeno quadro da matéria que tem várias páginas e uma avaliação sem dúvidas positiva das ciclovias, na avaliação da revista TODAS ciclovias/faixas tiveram nota no mínimo regular, os ativistas ao invés apenas de descer o sarrafo na revista deveriam comemorar o fato da maior revista em circulação no país destacar a qualidade das ciclovias paulistanas.

    Ainda dentro da matéria é citado justamente custos diferenciais por conta de obras complementares e cita uma ciclovia em NY com custo bem mais alto.

    Agora em cima de sua crítica, você “conta” com um exercício de futurologia ao dizer que o custo (25% acima em suas contas) pode diminuir, já viu alguma obra pública diminuir de custo “neste país”? O inverso é padrão.

    Tanto você como alguns colegas costumam defender os claros erros de implantação da administração Haddad com erros de implantação em outros países, sempre achei que devamos olhar para o melhor e não para o pior, não é porque existam erros em Londres ou Buenos Aires que devamos tolerar facilmente erros aqui, afinal muitos são notadamente pressa. Se eu quero ciclovia? Lógico, tanto é que 80% da população aprova! Mas só queremos uma coisa pequena que é FAZER DIREITO, pois sabe quem vai pagar para arrumar? O paulistano andando ou não de bike.

    Já no ponto de vista urbano, vejo uma falha de implantação não priorizar a periferia onde os motoristas nos respeitam MUITO MENOS do que em bairros nobres, fica a clara impressão que alguns casos isolados (Alto da Boa Vista/Granja Julieta por ex.) são forçados, em ruas onde mal carros passam e o uso compartilhado é absolutamente tranquilo. Essa semana um garoto morreu em Pirituba atropelado por um ônibus em um local que merece uma ciclovia e mais pessoas passam por lá pedalando como transporte.

    abraço!

    1. Caro, ninguém defende os erros, estamos defendendo o projeto. Os ciclistas apenas não fazem o carnaval que quem é contra o projeto faz em cada erro pontual que encontra (sendo que alguns nem erro são, apenas a pessoa não gostou da solução). Apesar da Veja ter feito comentários “neutros” a capa, o foco e a matéria online só tem a crítica, que é claro que foi utilizada também por quem é contra o projeto. É ingenuidade achar que a matéria da veja é imparcial. Também as ciclovias não estão concentradas na área nobre, apenas o pessoal da área nobre tem reclamado pois perderam vaga de carro, na periferia tem sido comemorado. Veja o mapa, fora de Santa Cecília, que foi o “piloto”, os bairros com mais concentração são Jaguaré, São Miguel e Interlagos. http://vadebike.org/2014/07/mapa-ciclovias-sao-paulo-ciclofaixas-ciclorrotas/

  6. Espero que todos os ciclistas paulistanos morram atropelados por um caminhão. Não têm um mínimo de civilidade e agora se acham os donos da cidade. Está um inferno andar pela Av. Paulista, pobre de quem, como eu, depende de ônibus para trabalhar. Mas é importante que vocês, playboys de merda, tenham uma bikezinha comprada pelo papai para passear às 11 da manhã enquanto lembrar ao resto dos trouxas (povo) que eles são estúpidos por terem que acordar cedo para TRABALHAR.

    1. Para deixar claro, por “não ter um mínimo de civilidade” eu quero dizer que esses animais adoram andar pelas calçadas em alta velocidade, quase atropelando (ou atropelando de fato) quem lá estiver, sejam crianças, idosos, ou qualquer outra pessoa. Nunca vi um merda de um ciclista de merda nessa cidade respeitando uma única lei de trânsito.

  7. “Independente do valor gasto por quilometro em ciclovias ou ciclofaixas, a visão focada no gasto é míope, pois não mede a economia e os ganhos que a cidade tem com a saúde de seus moradores…”. Esse trecho foi extraído do próprio texto. Então segundo o autor é miopia haver desvio de verbas públicas para a construção de ciclovias. Na certa ele deve utilizar apenas uma bicicleta para se locomover, esquecendo dos outros milhões de paulistanos que precisam se espremer dentro dos transportes públicos. Se não houvessem tantas fraudes em licitações públicas talvez sobrassem recursos para haver investimentos em outras áreas. Essa visão de que “está tudo bem” sobre as administrações petistas levará o Brasil para o buraco. O dinheiro dos meus impostos não é capim. Se houve fraude para fazer esses trechos de asfalto pintados de vermelho que apelidaram de ciclovias deve haver uma séria investigação e punição aos envolvidos…

    1. Luiz, pode criticar, mas não deturpe o que eu disse. Eu falei que a crítica que algumas pessoas tem feito ao custo da ciclovia, achando que ele é inútil não leva em conta o que ela trás de beneficio a cidade. Eu não uso muito bicicleta para me locomover, uso muito mais transporte coletivo, e o investimento em um não nega o outro, a cidade precisa de ambos os modais para melhorar. Ninguém falou que está tudo bem em nenhuma gestão, e sua partidarização da discussão é infantil e apenas atrapalha.

    2. ” SE houve fraude” este “se” derruba o seu argumento, pois a materia defende que existe valores diferentes para cada tipo de ciclovia , com suas necessidades estruturais especificas, mas não trata sobre relatos de superfaturamento nas obras para que possa defender essa prática como voce alega, a própria matéria da Veja questiona os valores das obras , mas nao diz sobre acusações de desvio de verbas

    1. Pena que você não consegue compreender um texto. Se você estudar o assunto entenderá que o valor em sí não prova que há roubo, está dentro do esperado. Se está havendo roubo ou não deverá ser investigado.

  8. Bela matéria. Vou deixar um dado que não encontrei na mesma, e que pode colocar mais lenha na fogueira do debate.

    …”a ciclofaixa da Paulista vai custar R$ 15 milhões. O responsável pela obra é um tal “Consórcio Semafórico Paulistano”, registrado na Junta Comercial só dia 19 de maio do ano passado. E já levou uma obra dessa importância. Gente de sorte! A reportagem da VEJA São Paulo foi até a rua Siqueira Bueno, 35, no Belenzinho, onde deveria estar o dito-cujo. Deu de cara com um edifício residencial. E, por lá, nunca ninguém ouviu falar do tal consórcio.”

    Trecho retirado do Blog do Reinaldo Azevedo, mas qualquer um pode consultar os dados da empresa citada no trecho, caso fique alguma dúvida.

    1. A validade do consórcio será analisado pelo TCM, o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito também poderá acompanhar a discussão. É uma pena que outras instâncias como a Estadual e a Federal não conte com Conselhos e a Transparência que a municipal já tem.

    1. Não, meu caro. O que incomoda muita gente é saber que nosso povo foi passando por um processo de alienação tão grande que hoje as pessoas acreditam que a VEJA é uma revista jornalística de credibilidade, quando na verdade ela é somente um desperdício de papel para fazer pessoas como você pararem de pensar.

      1. Ivan! Será que você estava pensando quando a Revista Veja, por meio do irmão do Collor, Pedro, em furo de reportagem, denunciou o esquema de corrupção instaurado no governo Collor de Mello, e que terminou no seu impeachment? Foi a Revista Veja, meu caro, que deu início a todo aquela processo. Acho que se vc estava pensando naquela época, quem parou de pensar depois disso foi você.

        1. Muita ingenuidade você pensar que a VEJA segue com a mesma qualidade editorial que tinha no início dos 90. É muito pouco provável que os estagiários da Abril consigam me informar qualquer coisa, mas tudo bem, cada um tem um nível de absorção de informações condizente com a própria capacidade intelectual.
          Abraço!

        2. Cara, a Revista VEJA nem sempre foi o engodo que é hoje. A proposta do editorial era justamente a denúncia de corrupção. Mas o que foi acontecendo, principalmente nos últimos 10, 15 anos é que a revista começou a tomar partido do ponto de vista da classe média, e às vezes passando por cima de processos históricos que explicariam muitas realidades sociais. O que mais me incomoda na VEJA é que hoje ela se posiciona como defensora de uma classe média que é sempre vítima do poder do Estado, e coloca o Estado como principal vilão da sociedade, mas não é bem assim.

          A VEJA dos anos 80, 90 não tem mais aquela qualidade e aquele jornalismo brilhante. Hoje em dia virou panfleto de madame e só. E é uma pena, porque era uma revista e tanto. Acho que todo editorial está passível a este tipo de crise.

          Não vejo problema algum com a denúncia, mas o foda da VEJA é que ela é sim parcial, mas apenas contra o que lhe convém. Se ela fosse realmente uma revista de denúncia a favor do cidadão, ela mencionaria TODOS os partidos e TODAS as direções políticas, não apenas o PT e seus aliados.

          Tá na cara que a VEJA é uma revista PSDBista.

        3. Na verdade, foi a IstoÉ que detonou a bomba, ao mostrar como depoimento do motorista Eriberto que PC pagava as contas do Collor com dinheiro de corrupção. A Veja só publicou as fofocas do Pedro contra o irmão.

  9. Gente! Chega de Pt aqui PSDB acolá. O problema é muito além de picuinha política. Vamos falar de HUMANIDADE, RESPEITO E EDUCAÇÃO!!!!! Chega de ver o cara que jogou o braço de um ciclista no rio, solto por aí. BASTA! Hoje morreu atropelada uma moça de 17 anos, ciclista, na rua que ela estava não tinha ciclovia, foi em São Paulo. E agora, quem vai segurar a mão da mãe dela todas as noites? Caramba meu, se tá superfaturado ou não, eu NÃO LI NADA SOBRE HUMANIDADE, sobre respeitar as pessoas que querem ir e vir.
    Eu só quero ir pra escolinha da minha filha como faço desde 2010 e não quero morrer atropelada. Só.
    Quero que todos tenham a mesma oportunidade de pedalar e não MORRER.

  10. Rafael, desculpe mas R$250 mil reais por estas faixas mal pintadas é brincadeira. Não muda em nada o absurdo dos 650 da veja. Quem pedala sabe, a tinta já está descolando, existe muitos buracos, locais sem semáforo de bicicleta, e muitas das faixas terminam no nada. Precisamos é de uma CPI para investigar este preço!

  11. Quem considera coerente o nosso caro ex-presidente estimular de forma inadequada a compra de carros para particulares e agora que a classe trabalhadora esta com 80 boletos para pagar se encontra preso em engarrafamentos onde tanto ciclovias / ciclofaixas como os corredores de nibus encontram-se vazios?

  12. Rafael Calábria , que cidade que você vive? Ou melhor, que planeta? Problemas pontuais??? Nunca vi na minha vida um projeto público tão mal feito, são ladeiras, escolas e comércios prejudicados .Um estrago desmedido, o prefeito eleitoreiro não sabe que faltam creches na zona Sul e Zona norte? Será que em 460 nos só o iluminado descobriu a solução de mobilidade para SP. Lógico que não!! Nenhum prefeito mexeu com isso porque os estudos inviabilizavam. Desculpe o tom mas irrita ver o IPTU aumentar 15% diante de uma inflação de 7% para esse tipo de administração tacanha e irresponsável. Quem vai pagar IPVA pelo espaço das Ciclovias e faixas exclusivas de ônibus? Não posso mais usar mas a conta continua no meu endereço. Governo irresponsável.

    1. Caro Denis, toda a sua argumentação se baseia num ponto errado – a rua não é apenas para o direito de quem usa carro. Muito pelo contrário, o carro é um modal que só quem pode pagar tem, por isso que representa apenas 28% das viagens em SP. Escolas e comércio não foram prejudicados com ciclovia, muito pelo contrário, ganharam mais um modal para receber clientes. Ladeira são utilizadas por ciclistas mesmo sem ciclovias, a ciclovia apenas dá mais segurança ao ciclista. E nenhum estudo nunca inviabilizou ciclovia, mas um pensamento tacanho que acha rua é só para carro que inviabilizou. O prefeito e o governador estão corretos em investir em ciclovias!
      E você pode usar a rua onde há ciclovia sim! A pé, de bicicleta, apenas o carro não pode entrar nela.

      1. 28% das pessoas (30% segundo a propaganda do demente do maldade) usam carros, enquanto 70% delas usam ônibus. E bicicletas, qual o percentual? É só meia dúzia de playboys de merda que se acham no direito de prejudicar os 30% dos carros e os 70% dos ônibus. Se você acha que essas merdas fétidas de ciclovias não prejudicaram o comércio, é porque você é só mais um bostinha alienado que nunca saiu do condomínio fechado onde mora e portanto nunca conversou com nenhuma pessoa de verdade. Vá à merda e enfie a ciclovia e a bicicleta bem fundo no seu cu.

  13. Transformar a cultura incomoda e dói, os confortáveis gritam. O que se diz por aí, é que todos querem mudanças, mas, pela grita, parece que não querem que se mexa em nada. As casas comerciais são craques nisso: Desculpe o incômodo, estamos em reforma para atender melhor. Sua matéria foi necessária e esclarecedora, parabéns. Fico pensando, se não tivéssemos a internet como saberia da sua análise, acho que não saberia. Por isso é importante comunicação diversificada e plural. Todos devem ter voz e quem ouve, tolerância.
    A Veja todo mundo sabe da sua parcialidade em todos os assuntos, principalmente no político.

  14. Não há dúvida que as ciclovias atuais, do ponto de vista técnico, têm vários problemas que não merecem ser repetidos POR ORA. O grande mérito desta política atual é mais estrutural do que conjuntural: está nascendo SIM uma rede e, mais importante, vem sendo ganho espaço do automóvel para as bicicletas. Em etapas futuras (e elas serão imprescindíveis), há que aperfeiçoar o aspecto material dessas ciclovias. Mas aí, a gritaria dos carro-dependentes e dos pessimists de plantão já passou e o espaço das ciclovias já estará garantido, restando necessários melhoramentos e adequada incorporação aos sistemas de mobilidades da cidade. Mal comparando, é a mesma trajetória das faixas exclusiva e corredores de ônibus. Alguém ainda cogita extinguir o corredor da Rebouças? Claro que não – ele já provou sua (óbvia!) necessidade e vem – como outros – sendo aperfeiçoado. Caminho sem volta, que exige atenção sistemática e muita astúcia técnica e política de todos os envolvidos. Haddad meu voto de confiança, mas há que vigiar e suportar tudo o que venha para o bem das mobilidades alternativas em grandes cidades como S. Paulo

  15. quem pedala sabe que 90% das ciclos do haddad são uma porcaria … são perigosas , escorregadias , terminam do nada , cheia de buracos , valas e até aqueles tijolinhos de sinalização camuflados de tinta vermelha .
    Um perigo para iniciantes e super inutil ora quem vai atravessar a cidade pois todas são só ilhas que ligam nada a lugar nenhum …
    O prefeitéco poderia ter feito a continuação da ciclo da marginal … causaria 100x menos transtornos e os ciclistas deixariam de ser alvo dos FDP que enxergam a merda do PT em todos que pedalam.
    eu não voto nessa merda de PT e nem na bosta do PSDB

    1. Joe, em quem você vota ou deixar de votar não tem nada a ver com isso. As ciclofaixas que você está criticando não são do Haddad e nem são horríveis. Elas tem problemas pontuais em cruzamentos, o asfalto não é culpa da ciclofaixa, ele já estava lá antes, apenas agora o ciclista pedala com mais segurança. Quando a rede, ela está se formando e não acabou ainda, mesmo os 400km serão pouco, precisaremos de mais. Investir apenas na ciclovia da Marginal seria bastante limitado, é apenas uma das ciclovias, o que ela ajuda a quem mora na Zona Leste?

  16. Rafael, agradeço muito a sua defesa dos valores gastos para ciclovias em São Paulo, infelizmente o ódio que as pessoas tem pelo Haddad e pelo PT (justificável até) não permite que elas notem a importância dessas obras. De todo modo, a revista Veja tem credibilidade ZERO, portanto você poderia facilmente ter se poupado deste trabalho.
    Abraço.

  17. Vou ler com mais calma e depois venho fazer as críticas, mas já adianto: A ciclovia do Rio pinheiros tem toda a infra-estrutura diferenciada! Ela tem passarelas interligando as estações, pontos de apoio, todo seu asfalto foi refeito, além de receber as grades laterais, também tem banheiros, iluminação e sinalização. Muito diferente das porcas faixas pintadas de vermelho do senhor Haddad!

    1. Caro Thiago, não se trata de uma briga partidária. Como foi dito, cada ciclovia tem um gasto diferente. Os preços dos acessos à Marginal Pinheiros não estão contabilizados na quilometragem dele, inclusive o acesso ao Pq do Povo é da iniciativa privada. Os banheiros também já existiam, na linha auxiliar da CPTM. As ciclovias da Faria Lima e da Paulista tem toda infraestrutura que a da Marginal tem, menos as passarelas e ainda bem que elas não precisam. Já as ciclofaixas são mais simples, mas não são ruins, são fundamentais para separar o tráfego de veículos e dar segurança ao ciclista.

    2. Ficou clara a tentativa de defesa parcial da prefeitura de sp, pois no texto as informações não ficam claras, além da falta de citação de fonte sobre os números das demais cidades e ao equívoco de algumas informações. Mais grave ainda é vc não mencionar o fato da empresa que está construindo a ciclovia da Paulista ter uma sede fictícia num apartamento residencial no Belenzinho… Ou seja, seu discurso apartidario não colou!

  18. Nossos governantes são um lixo.
    Sem planejamento algum, criam ciclofaixas, ciclovias e o diabo, sem nenhum planejamento – E não me venham com a desculpa que para criarem avenidas foi a mesma coisa. E que fique bem claro: nem carro nem chn eu tenho. Gostaria em Sampa tivessemos 1.000km de cliclofaixas e cliclovias. Mas com bom senso e critério !!!

    1. Caro Lucas, o texto deixa bem claro que não se trata disso. Estamos diferenciando preços que a Veja juntou. Comentando preços municipais, estaduais e internacionais. Além disso, culpar apenas o executivo é uma crítica muito simplista, ainda mas em uma medida com tanta participação popular como esta vem sendo.
      Abraços

  19. Olá, lendo o seu relato fiquei preocupada pois a passarela do Parque do Povo foi paga pelo empreendedor privado responsável pelo complexo imobiliário – que envolve o Shopping Iguatemi JK, torres de escritório, entre outros – como medida mitigadora de seu impacto como polo gerador de tráfego. Não é, portanto, uma obra estadual. De onde achou que fosse?

    1. Olá Paula, me desculpe pelo engano. Realmente você tem razão.
      Mas o ponto principal, não é quem pagou, e sim os valores. Os valores que a Veja cita não condizem com a realidade.
      Vou arrumar o texto, obrigado.

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