Uma alternativa para situações emergenciais nos transportes

Minimizar os impactos de uma greve no sistema de Metrô é extremamente difícil em uma cidade com 10 milhões de habitantes. E pelo histórico de São Paulo, sua construção e a construção de sua rede de transportes coletivos, nossa cidade tem diversos elementos agravantes para essa situação.

Não irá se discutir aqui o direito a greve que os funcionários do Metrô e de qualquer outra corporação tem direito, mas as alternativas que o governo e a sociedade podem encontrar para aliviar estas situações eventuais.

Os outros modais da rede de transportes como a SPTrans e a CPTM, se desdobraram para tentar amenizar os impactos da paralisação no Metrô, mas há outro modal que se estivesse bem desenvolvido em São Paulo poderia se tornar um opção para situações como esta: a bicicleta.

É claro que as bicicletas não seriam uma alternativa ideal para todos os 4 milhões de usuários diários do Metrô de São Paulo, mas se houvesse um histórico de investimento neste modal, este poderia ser outro elemento para ajudar a amenizar o impacto destas ocorrências eventuais, aliviando o sistema viário e a rede de ônibus.

E esses investimentos não se restringem a ciclovias, diversos outros investimentos poderiam auxiliar a opção pela bicicleta. Se existisse um programa mais abrangente e adequado de aluguel ou compartilhamento de bicicletas, seria a opção ideal em situações como esta para pessoas que não possuem bicicleta própria. A própria rede de ônibus, se estivesse mais preparada para se integrar com este modal, com bicicletários e outras opções, poderia estimular o uso da bicicleta. Além disso, programas de educação no trânsito com respeito ao ciclista e ações de distribuição ou estímulo a compra de bicicletas também ajudariam, uma vez que os motivos mais citados por quem não usa bicicleta são a falta de segurança e principalmente não ter bicicleta.

Além do poder público também o poder privado está atrasado na adaptação à implementação deste novo modal. Empresas, comércios e serviços tem buscado se adaptar a esta demanda, mas muito lentamente e infelizmente, situações extremas como esta greve, não criam a discussão sobre a utilidade destes modais como poderia.

Assim, devido a todas estas carências da cidade, os estímulos ao uso de bicicletas nestas situações são feitos apenas pelas próprias comunidades de ciclistas como o Vá de Bike fez ontem e em outras situações parecidas. E como resultado deste cenário temos este lento desenvolvimento dos modais não motorizados que estamos assistindo.

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